Xixi e cocô - Educando


Recebo muitas visitas de pessoas querendo saber o que fazer com seu adorável filhotinho que tem feito xixi e cocô pela casa toda incluíndo o  sofá, a cama e até mesmo na própria vasilha de comida. Bom, aqui estão algumas questões e algumas soluções. Mas lembrem-se para dar certo é nescessário seguir tudo RIGOROSAMENTE e ter muita paciência e amor pelo seu bichinho.

Inicialmente já afirmo com toda segurança:
Se não quer que seu cão marque território...

CASTRE-O ANTES DOS SEIS MESES DE VIDA! 

Roteiro completo de como programar seu cão para fazer suas necessidades exclusivamente numa folha de jornal.

�buns da web do Picasa - Bonita - Julieta e filhotes


A natureza programou os seres para se completarem num ciclo fechado. Através da ciência da ecologia pudemos estudar esse equilíbrio e perceber que os animais (exceto o homem) têm necessidade de eliminar seus excrementos em lugares onde a natureza possa absorvê-los e reaproveitá-los: a terra, mato, grama etc.

Por essa razão, em casa, os cães fazem suas necessidades nos lugares absorventes mais parecidos com a terra: o seu tapete persa. Nós vamos utilizar o jornal que também é absorvente, barato e prático: embrulha-se e joga-se fora.

Este método foi cuidadosamente planejado para não falhar, mas não adianta fazer algumas coisas e outras não. Cada etapa deste roteiro é criteriosamente estudada para a obtenção do resultado desejado e absolutamente imprescindível.

Para ensinar a fazer no jornal siga o seguinte roteiro:

1. Confine durante 15 dias o seu cachorrinho num recinto onde ele irá fazer suas necessidades, comer, dormir e brincar.
IMPORTANTE: confinamento não é prisão nem castigo. Confinado seu cão já está, pois não acredito que você deixe a porta da rua aberta para ele sair e voltar quando quiser. O confinamento é apenas uma redução do espaço de trabalho.

2. Forre toda a área do confinamento com jornal. Onde ele irá fazer? Sem opções, num jornal! Se ele começar a rasgar o jornal, umedeça-o um pouco, com um borrifador desses de molhar plantas, para eliminar aquele barulhinho gostoso do jornal rasgando. Se, ainda assim continuar rasgando, molhe o chão antes de forrar. O jornal grudará no chão e rasgar não terá mais graça alguma.

3. Limpe substitua o jornal sujo tão logo o cão o use, sempre!!! Seu cão precisa ter a sensação que suas necessidades foram absorvidas.

4. Você perceberá que ele escolherá, para dormir, um cantinho o mais longe possível da saída, fará suas necessidades noutro cantinho o mais próximo da porta de saída e irá brincar em outros lugares.

5. Desde que você troque o jornal, ele fará sempre no mesmo lugar. Se você não trocar, jamais irá fazer suas necessidades sobre as antigas. Por ter que rodar antes de defecar, escolherá outro lugar e seu plano de condicionamento estará perdido.

6. Quando esse comportamento se tornar padrão, retire o jornal de onde ele escolheu para dormir e substitua o jornal por um paninho ou uma caminha.

7. Ele irá dormir no paninho, comer, brincar e fazer suas necessidades no jornal, sempre no mesmo lugar, desde que você troque sempre o jornal sujo.

8. Aos poucos, retire o jornal de onde ele escolheu para brincar e comer, até você perceber que sua mira melhorou e que consiga fazer numa só folha aberta de jornal.

9. É a hora de começar a liberar o seu cachorrinho, sempre após as refeições e após ter feito suas necessidades, em liberdade vigiada. Voltando a confiná-lo, no início, 15 a 20 minutos após, que é o tempo necessário para encher novamente a bexiga... A liberação após fazer xixi funcionará como prêmio.

10. Vá aumentando gradualmente o tempo fora do confinamento. Quando você perceber que ele procura, sozinho, o jornal para fazer suas necessidades, você poderá deixá-lo completamente solto.

11. Os cães gostam de ficar perto dos seus donos. É também importante que você entre na área do confinamento e brinque um pouco com ele para que não tenha a sensação de estar de castigo.

12. Mudança de local do banheiro - Para escolher outro lugar diferente do que o cão escolheu, basta mover o jornal diariamente por 10 cm na direção do lugar escolhido para o banheiro canino definitivo.



Fazer R-I-G-O-R-O-S-A-M-E-N-T-E o roteiro do confinamento que funciona SEMPRE."

O sucesso depende muito de como se encara o confinamento. Se for encarado como "castigo", com certeza seu filhote vai chorar o tempo todo e não terá bons resultados.

O método deve ser encarado com uma mãe que se preocupa como o seu bebê e o deixa num cercadinho enquanto está ocupada para sua segurança . Os filhotes com menos de 50 dias nem devem ficar soltos à vontade. Devem ficar confinados para a segurança deles próprios.
Não há nenhum relato de estresse, tristeza e muito menos morte

Muitas pessoas entendem de forma errada o confinamento como uma espécie de castigo, prisão ou sei lá o quê!

Pode deixá-los sair SEMPRE após terem feito no jornal, vigiados o tempo todo e por no máximo 15 minutos, tempo que o cãozinho leva para encher a bexiga novamente.

Por Bruno Tausz


Mais algumas considerações:

1. Para um yorkshire um cercado de 1 mt x 1,5 mt está de bom tamanho, mas nunca inicie o confinamento com o  Pipidolly. Não está no roteiro. O treinamento para esse equipamento é feito depois de ele aprender a fazer no jornal.

2. Não retire o cão do confinamento PARA NADA. É você que tem que entrar no cercadinho para brincar com ele durante o período de 15 dias do confinamento.

3. Ele chora muito quando retorna o cercado porque você está vendo o cercado como castigo.
 
4. Não deve colocar caminha alguma dentro do cercadinho. Só forre todo com jornal.


Perguntas frequentes:

P: Então você acha que eu devo deixa-la presa é isso...os 15 dias, e nao solta-la nenhum pouco?

R:Você deve seguir RIGOROSAMENTE o roteiro do confinamento. Principalmente quanto a manter "presa". CONFINAMENTO NÃO É PRISÃO! Confinada ela já está. Duvido que você deixe a porta da rua aberta para que ela saia e volte quando quiser. Estamos falando apenas do espaço para reduzir o trabalho de trocar os jornais.
O confinamento não é um lugar para prender os cachorros e sim, apenas uma limitação do espaço a ser forrado com jornal para reduzir o trabalho. O ideal é que tenha sempre gente no confinamento. Você pode até forrar a casa inteira se preferir.


P: Eu trabalho o dia todo. Não tem ninguém para ficar com meu filhote durante o dia. Tem como eu ensinar o meu cão?

R: Não tem como ensinar seu cão! Ele vai continuar fazendo no lugar errado. A não ser que você contrate alguém para fazer para você. 

P: Meu cão chora e grita muito quando saio de perto do cercado, o que fazer?

R:Você tem que deixar de ver o confinamento como um castigo. Aí ele vai parar de gritar.

P: Posso colocar uma cama ou caixinha para ele dormir dentro do cercado? Quando devo começar a reduzir o jornal?

R: Quem vai determinar o momento de começar a reduzir o jornal é o seu cão. No início ele vai dizer onde escolheu para dormir e é o momento em que você substituirá o jornal daquele local pela caixa de dormir. Quando perceber que ele só faz no local forrado de jornal escolhido é o momento de começar a reduzir mais o espaço forrado não utilizado para fazer as necessidades

Como ensinar seu cão a fazer xixi no Pipi-Dollys.


O banheirinho dos cães.

O processo não é instantâneo e requer alguma paciência e alguns perdões por eventuais erros durante o aprendizado. O cão já deve saber fazer no jornal.

1- inicialmente cubra todo o pipi-dollys com jornal para que ele aprenda a subir esse minúsculo degrau, que embora minúsculo, é um degrau.

2- Quando ele se acostumar a fazer no pipi-dollys totalmente coberto com o pipi-dollys recorte o jornal deixando um centímetro em toda a volta, de maneira que o cão veja o equipamento antes de chegar no jornal.

3- Não tenha pressa. Quando fazer xixi no jornal sobre o pipi-dollys for rotina, comece a diminuir, pouco a pouco de maneira que o cão nem perceba, o tamanho do jornal e coloque jornal forrando o fundo da bacia de recolhimento.

4- depois de um determinado tamanho nem será necessário colocar o jornal sobre o estrado vazado.


Ensinando seu cão a fazer necessidades na rua.

 
Como tudo o que se relaciona com cães, é bem simples, bastando entender o funcionamento do organismo deles.

Em primeiro lugar você deve normatizar os horários para beber e comer, pois a cada ingestão corresponde a uma excreção, que, com o condicionamento, podem ser acumuladas.

Os horários devem ser estabelecidos de acordo com a sua conveniência e disponibilidade para ir à rua.

Os cães, que têm seus sistemas digestores trabalhando regularmente defecam em até 40 min. após as refeições. Quando ingerem alimento todo o sistema digestor começa a funcionar e, apesar de o processo inteiro levar cerca de doze horas, cada entrada de alimento provocará uma saída. Cães que comem o dia inteiro defecam várias vezes ao dia.

Com o controle da urina é um pouco mais complicado e depende muito da idade do cão. Cães mais jovens urinam com maior freqüência. Filhotes urinam a toda hora.

O processamento da urina leva, em média, de 20 a 40 min. desde a ingestão do líquido. Como os cães bebem água a todo instante, fica mais difícil prever o momento da vontade de urinar.

O condicionamento mais efetivo se fará com o tempo. Cães são animais muito limpos e detestam urinar próximo ao local onde dormem. Além disso, os cães gostam de urinar sobre a urina de outros cães, assim, só o fato de levá-la à rua já desencadeará o desejo de urinar fora. Assim, no começo, você deve levá-la de hora em hora para dar uma voltinha.

Nunca se esqueça de levar um saquinho plástico para recolher as fezes.


Seu cão faz xixi quando faz festa?



Emoção e medo, dependendo da situação.

A solução não é instantânea e sim a longo prazo.

Você não tem que ignorar seu cão, e sim ignorar apenas o ato de urinar-se.

Quando um cão não está gostando de uma situação ele se afasta. É essa a linguagem que os cães entendem. Assim, se ele se urinar, ou mesmo virar de barriga para cima, abandone-o, mas assim que ele se recompuser volte ao relacionamento. Repita sempre que a atitude dele for essa.

Quando jovens, é muito comum os cães se urinarem de nervosismo provocado pela alegria e a euforia do carinho.

É que as pessoas costumam falar fininho com os filhotes imitando a voz fininha do choro deles, isso os deixa muito nervosos por entender que estamos sofrendo.

Mesmo manifestando alegria, é normal que a excitação e a euforia provoque um relaxamento do esfíncter uretral, liberando a urina. É uma situação, embora oposta, semelhante à do medo extremo quando até a gente se urina.

Na grande maioria dos casos, quando o cão cresce, isso pára.

Costuma não parar em cães cujo nível de excitabilidade é muito alto, em cães medrosos e até em cães muito agitados, nervosos. Essa característica é hereditária e não tem como evitar, apenas melhorar.

Para melhorar:

1. Não faça muita festa quando chegar. Imagine que você já tenha chegado há 20 minutos.

2. Não fale fininho com ele e, quando fizer um festejo, faça-o moderado.

3. Se, ainda assim, ele se urinar, interrompa imediatamente qualquer festejo e vire-lhe as costas.

4. Quando fizer carinho faça-o com tranqüilidade, calmamente.

5. Jamais grite com ele por isso ou por qualquer outra coisa.

6. Bater... nem por pensamento.
  


Xixi no seu sofá! Como Evitar?



O mais importante é JAMAIS brigar com o cão por essa razão.


Se você zangar ele vai entender que está aceitando a provocação e tudo fará para repetir o motivo da zanga.


Use o mesmo procedimento que se usa com crianças quando começam a mexer nas coisas. Mantenha fechada a porta da sala enquanto você não estiver em casa. Ele terá que arrumar outro lugar para fazer.


Métodos não são milagrosos... é preciso insistência no mesmo método por pelo menos 15 dias, paciência e perseverança.


Não aceite a provocação! Apenas impeça ou dificulte a subida dele no sofá.


Há três formas de fazer isso!


1. Enquanto você não puder tomar conta, mantenha-o num cercadinho ou mantenha-o em outro ambiente sem sofá.


2. Coloque sobre o sofá objetos, de modo que quando ele tentar subir, as coisas caiam junto. Pode-se, também colocar cadeiras, livros, caixas etc., ocupando toda a beirada do sofá de forma que ele não consiga subir.


3. Forrar o sofá inteiro com um plástico transparente e bem resistente. Os cães só fazem xixi em superfícies que absorvam. Forrando com o plástico ele fica desestimulado.


De qualquer maneira, lembre-se de jamais brigar com ele por esse motivo. Brigar é pedir para repetir...


Esse procedimento deve ser aplicado até ele perder essa mania.


Xixi na marcação de território

O método do confinamento é excelente e resolve maravilhosamente bem, mas não resolve para a marcação do território.

1. Existe uma grande diferença entre fazer xixi por necessidade e levantar a patinha para marcar território.

Todos os machos inteiros, quando atingem a puberdade sentem a necessidade de se autoafirmar e marcar seu território. É um comportamento instintivo inerente à sua condição de macho. Entre os lobos, ancestrais do cão, os machos demarcam seu território com a urina uma só vez e só repetem se outro macho urinar por cima.


O combustível que move esse comportamento é a testosterona produzida pelos testículos. Por isso o confinamento não resolve o problema da marcação do território.


2. Se você brigar com ele vai ensinar "apenas" que VOCÊ NÃO GOSTA que ele faça xixi, mas não vai conseguir explicar que não pode fazer xixi naquele lugar. Na hora ele ficará com medo, mas depois que o medo passar e você não estiver presente ele fará xixi novamente. Aprendeu a fazer escondido e o ato será interpretado como falta de vergonha na cara.


3. Se você apenas ralhar com ele, sem estar zangado, ele interpretará como um convite à brincadeira, pois os cães brincam, uns com os outros, de luta zangando-se uns com os outros.

Bem! Agora as soluções:
Solução 1 – Deixá-lo marcar seu território - depois que o cão marca seu território essa necessidade passa, desde que esta marcação seja respeitada. Você não deve ligar, nem limpar. Você poderá limpar, mas jamais zangar com ele pelo que ele fez, caso contrário ele terá a necessidade atávica de marcar novamente. Quando ele não estiver vendo (quando estiver fora), seque a urina com um secador de cabelos e ela não terá aquele odor forte de urina decomposta. Se ele conseguir marcar seu território e vocês respeitarem a marcação, não repetirá.
Solução 2 - CASTRAÇÃO - se ele não for utilizado como padreador, mas apenas como amigo e companheiro da casa, uma vez castrado ele não mais terá a necessidade biológica de marcar seu território, se tornará mais agradável e não quererá mais ser o líder da família.

A castração, exatamente por excisar os testículos, interrompe a produção da testosterona e, conseqüentemente, com a marcação de território, mas não é uma solução instantânea. Os efeitos da castração demoram de 30 a 180 dias para serem notados porque a testosterona já produzida anteriormente à castração ainda circula na corrente sangüínea e seu consumo leva esse tempo.

Produtos do tipo Pipidog não resolve. Tudo propaganda enganosa. Não funcionam em hipótese alguma. É jogar dinheiro fora.

A solução ideal é castração + método do confinamento.

Xixi e cocô - Meu cão já fazia tudo corretamente e teve uma racaída



Algum motivo gerou essa recaída, mas seria necessário fazer um monte de perguntas para descobrir, mas agora não vem ao caso.


Quando um cão tem uma recaída, não importa o motivo, o procedimento correto e esquecer que um dia ele sabia fazer xixi no jornal e refazer a técnica do confinamento.


Nesses casos, não são necessários os 15 dias. Muitas vezes com apenas um ou dois dias o problema fica resolvido.


O mais importante é, no primeiro dia fora do confinamento, deixá-lo sair somente após ter feito as necessidades no jornal e 15 minutos após, antes que a bexiga se encha novamente, recolocá-lo no confinamento, soltando-o depois de fazer novamente.


Quando um cão tem uma recaída, não importa o motivo, o procedimento correto e esquecer que um dia ele sabia fazer xixi no jornal e refazer a técnica do confinamento.

Xixi na vasilha de comida.




1. Este comportamento está incluído na marcação de território/propriedade.

2. Com a mesma atitude, alguns cães urinam dentro da vasilha de comida para impedir que seja aproveitada depois que ele acabar. Esse comportamento é muito comum, na maioria das vezes quando há outros cães convivendo no mesmo território, mas alguns fazem mesmo quando são filhos únicos.

3. Se você se zangar de verdade vai ensinar "apenas" que VOCÊ NÃO GOSTA que ele faça xixi, mas não vai conseguir explicar que não pode fazer xixi dentro da vasilha onde ele come. Na hora ele ficará com medo, mas depois que o medo passar e você não estiver presente ele fará xixi novamente. Ele aprendeu a fazer escondido e o ato será interpretado como falta de vergonha na cara.

4. Se você apenas ralhar com ele, sem estar zangado, ele interpretará como um convite à brincadeira, pois os cães brincam, uns com os outros, de zangar. Ele vai adorar ver você zangado e irá repetir sempre.

Bem! Agora as soluções:

Solução 1 – Prestar atenção e remover a vasilha assim que ele terminar sua alimentação. Com esse procedimento repetido por algumas semanas ele esquecerá esse comportamento e não mais repetirá.

Solução 2 – Distração – assim que terminar de comer você pode chamá-lo para brincar. Você deve, ocupar sua mente com outra coisa de maneira que com o tempo se habitue a brincar depois de comer em lugar de fazer xixi na vasilha.

Solução 3 – Castração – como visto em temas anteriores.





Xixi e Cocô - Contrariando as leis naturais

Seu cão vive numa área que tem piso revestido e gramado, mas só faz no piso revestido.


Alguns cães contrariam as leis atávicas naturais, principalmente os que viveram suas primeiras experiências, após a fase da limpeza pelas mães, em locais sem verde ou terra.


Ensine-o por etapas.


Primeiro ensine-o a fazer no jornal sobre a área indesejada (siga as instruções do roteiro do confinamento).


Depois, numa segunda etapa, coloque o jornal, 10 cm por dia em direção ao local desejado.


Quando ele estiver fazendo no jornal, que está sobre a grama, comece a rasgar o jornal em pedaços cada vez menores de maneira que, aos poucos o jornal se misture com a grama.


Numa terceira etapa coloque cada vez menos jornal até eliminá-lo completamente.



Mitos e verdades sobre castração

A castração ainda é um assunto bastante polêmico para os proprietários de animais de estimação. Está associada à imagem de cães e gatos gordos e letárgicos, "cirurgia cruel", "mutilação do animal", etc.. É preciso desvendar o que há de falso e verdadeiro sobre a castração e entender bem quando ela é recomendada.


"A castração deixa o animal gordo"
Falso.
 

A castração pode causar aumento do apetite, mas se a ingestão de alimento for controlada e o dono não ceder às vontades do animal, o peso poderá ser mantido. Observa-se que animais castrados quando jovens, antes de completar 1 ano de vida, apresentam menos sinais de aumento de apetite e menor tendência a se tornarem obesos. A obesidade pós castração é causada, na maioria das vezes, pelo dono e não pela cirurgia.

"A castração deixa o animal bobo"
Falso.
 

O animal ficará letárgico após a castração apenas se adquirir muito peso. Gordo, ele se cansará facilmente e não terá a mesma disposição. A letargia é consequência da obesidade e não da castração em si. Os animais na fase adulta vão, gradativamente, diminuindo a atividade. Muitos associam erroneamente esse fato à castração.

"A castração mutila o animal, é uma cirurgia cruel!"
Falso.
 

A cirurgia de castração é simples e rápida e o pós-operatório bastante tranquilo, principalmente em animais jovens. É utilizada anestesia geral e o animal já estará ativo 24 horas após a cirurgia. Não há nenhuma consequência maléfica para o animal que continuará a ter vida normal.

"A castração evita câncer na fêmea"
Verdadeiro.
 

As fêmeas castradas antes de 1 ano de idade, têm chance bastante reduzida de desenvolver câncer de mama na fase adulta, se comparado às fêmeas não castradas. A possibilidade de cancêr de mama é praticamente zero quando a castração ocorre antes do primeiro cio. A retirada do útero anula a chance de problemas uterinos bastante comuns em cadelas após os 6 anos de idade, cujo tratamento é cirúrgico, com a remoção do órgão.

"O macho castrado não tem interesse pela fêmea"
Falso.
 

Muitos machos castrados continuam a ter interesse por fêmeas, embora ele seja menor comparado a um animal não castrado. Se o macho é castrado e há uma fêmea no cio na casa, ele pode chegar a cruzar com ela normalmente, sem que haja fecundação.

"Castrando os machos eles deixam de fazer xixi pela casa"
Verdadeiro. 
Uma característica dos machos é demarcar o território com a urina. Se o macho, cão ou gato, for castrado antes de um ano de idade, ele não demarcará território na fase adulta. A castração é indicada também para animais adultos que demarcam território urinando pela casa. Nesse último caso, pode acontecer de animais continuarem a demarcar território mesmo após a castração, pois já adquiriram o hábito de urinar em todos os lugares.

"Deve-se castrar a fêmea após ela ter dado cria"
Falso.
 

Ao contrário do que alguns pensam, a cadela não fica "frustrada" ou "triste" por não ter tido filhotes. Essa é uma característica humana que não se aplica aos animais. Se considerarmos a prevenção de câncer em glândulas mamárias, ela será 100% eficaz, segundo estudos, se feita antes do primeiro cio. O ideal é castrar o quanto antes.

Para que castrar os machos?
 
1. Evitar fugas.
2. Evitar o constrangimento de cães "agarrando" em pernas ou braços de visitas.
3. Evitar demarcação do território (xixi fora do lugar).
4. Evitar agressividade motivada por excitação sexual constante.
5. Evitar tumores testiculares.
6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças transmissíveis aos descendentes).
Se levarmos em conta quantas vezes um animal macho terá oportunidade de acasalar durante toda a sua vida reprodutiva, seria mais conveniente diminuir sua atração sexual pelas fêmeas através da castração. O animal "inteiro" excita-se constantemente a cada odor de fêmea no cio, sem que o acasalamento ocorra, ficando irritado e bastante agitado, motivando a fuga de muitos. O dono precisa vencer o preconceito, algo que é inerente aos humanos apenas, e pensar na castração como um benefício para seu animal.

Para que castrar as fêmeas?
 
1. Evitar acasalamentos indesejáveis, principalmente quando se tem um casal de animais de estimação.
2. Evitar câncer em glândulas mamárias na fase adulta.
3. Evitar piometra (grave infecção uterina) em fêmeas adultas.
4. Evitar episódios frequentes de "gravidez psicológica" e suas consequências como infecção das tetas.
5. Evitar cios.
6. Controle populacional, evitando o aumento do número de animais de rua.
7. Evitar a perpetuação de doenças geneticamente transmissíveis como epilepsia, displasia coxofemural, catarata juvenil, etc.. (em animais que tiveram o diagnóstico dessas e outras doenças transmissíveis aos descendentes).

É errado o conceito de que a castração só deve ser feita em cadelas de rua. Se o proprietário não tem intenção de acasalar sua fêmea, seja ela de raça ou não, é desnecessário enfrentar cios a cada 6 meses, riscos de gravidez indesejável e, principalmente, de doenças como câncer de mama e piometra. A castração garante uma vida adulta bastante saudável para as fêmeas e bem mais tranquila para os donos.


Silvia C. Parisi
médica veterinária - (CRMV SP 5532)